Havendo, pois, uma origem crioula idêntica, igual denominação e graves questões absolutamente comuns, surpreendem o menos entendido que quer realmente entender por que o Brasil trata esse processo de solidariedade que deveria ser comum a sociedade como um todo, conclamando exclusivamente à consciência do negro afrodescendente para realizá-lo, estratégia totalmente diferente à do resto da América e na contramão do mundo onde se digladiou a questão étnica e racial.
(imagem: http://i52.photobucket.com/albums/g16/Afroshmet/heroes2.jpg)
O denominado “Dia da Consciência Negra” traz, (pelo tipo de postura estranhamente direcionada em exclusividade de clamor adotado) uma reflexão muito pouco otimista em relação àquilo que o objetivo demanda, se o comparamos com o procedimento, a conduta, a estratégia, o espaço e tempo que lhes ocupou sua solução a países como África do Sul da apartheid e seus guetos raciais, e os Estados Unidos da segregação absoluta e o Klux-Klux-Klan.
Martin Luther King, Jr. (centro), com outros ativistas pelos direitos humanos na Marcha de Washington, D.C., agosto de 1963 (UPI/Bettmann/Corbis)
Basta acudir à mídia em geral, a fotos, filmes e a documentação que for, para entender e estranhar ao mesmo tempo a eficácia deles e a ineficiência de nós nesse clamor pelo direito da igualdade racial. Neles, veremos marchando de braços e mãos dados, sempre, absolutamente sempre, negros e brancos a postos ante o congresso nacional, a Casa Branca, Suprema Corte e locais de relevância para tomada de decisões, arengando, cantando e orando, alheios à neve, à chuva ou ao sol inclemente sem arredar um passo. Muitos negros e brancos morreram nesses episódios nos primeiros inícios desses movimentos civis por causa da repressão brutal que se lhes desatara para preservar a ordem e o progresso.